Nuvem Cinza e Ovelha Negra

O Mau-humor Bem humorado.

terça-feira, novembro 21, 2006

Players only loves you when they're playing

Em todos os relacionamentos existe sempre alguém que está mais explicitamente interessado que o outro. Tá, tá bom! Não vou ser pessimista ao ponto de enquadrar todos os relacionamentos nessa categoria, mas é inegável o fato que na maioria dos relacionamentos, alguém está mais mergulhado (ou afogado!) que o outro. Tem sempre aquele que faz as ligações, que está sempre tentando se fazer presente e se mostrar solícito, com os braços estirados esperando o mínimo sinal de interesse pra abrí-los da forma mais patéticamente calorosa, enquanto o outro apenas responde a esses estímulos sem demonstrar nenhuma, digamos assim, espontaneidade afetiva.
Essa falta na espontaneidade afetiva só pode ser encarada de duas formas: ou o cara está jogando e não quer perder esse papel dominante da relação, ou simplesmente não está tão a fim quanto você. O problema é, como saber se é apenas uma tática pra não perder o carinho absurdo que recebe (o que seria extremamente romântico se não fosse tão absurdamente maquiavélico), ou se a pessoa não está a fim mesmo? E se não há o interesse que deveria ter, será que você está se contentando com apenas migalhas do que de fato deveria ser?
Pode parecer um pensamento absurdamente paranóico, mas essas são questões que simplesmente não deixam de atormentar a cabeça daqueles que estão afogados, pois afinal, o problema não é a pessoa estar pouco se lixando, mas sim a perda da dignidade por se contentar com as migalhas e ainda por cima ficar correndo atrás! Como se recupera essa dignidade e se cura o orgulho ferido depois? É praticamente irremediável.
Mas depois de praticar um pouco, e fazer minhas experiências social-científicas em seres humanos, descobri, e não escondo meu choque, que é tudo uma questão de saber jogar e manipular os interesses, reações e estímulos. Ora, pode parecer incorreto ou um pouco cruel, mas a verdade é que simplesmente todos estão jogando. Inconscientemente talvez, mas não deixam de ser jogadores.
O romantismo passa a quilômetros dessa teoria, mas se parar pra pensar, o prazer dos relacionamentos é parecido com o prazer de um jogo de caça. A incerteza da possibilidade da conquista é o que está movendo ao passo seguinte. Passar segurança, portanto, seria um grave erro.
É preciso aprender e desligar-se das idéias e ideais de um relacionamento. Nada é perfeito, e nenhum relacionamento é utópico. Jogar portanto, não passa de um artifício pra manter a igualdade no relacionamento, e conseguir uma estabilidade.
Para ambos.

2 Comments:

Blogger Caroline said...

O grande X da questão é conseguir ter sangue frio a esse ponto...
Eu (infelizmente) sou do tipo que não consegue jogar por muito tempo e acaba sendo aquela que mendiga esmolas de amor! hahahaha

Adorei o título, by the way... Adoro The Corrs.

3:59 PM  
Anonymous Eros said...

Hum... Muito interessante toda a linha de pensamento! Mas mais cruel que tudo isso é se imaginar em qualquer uma das situações! É horrível se sentir catando restos q caem no chão, mas também deve ser um saco ter alguém esperando vc deixar elas cairem! Mas também faz bem ao ego ser desejado, querido, coisa e tal!
Adoro suas expressões sinceras da realidade! heheh

1:18 AM  

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